quarta-feira, 30 de abril de 2014

O maravilhoso abismo das subs






Escrevi esse texto no wall do Fetlife de uma amiga enquanto fazia uma pausa forçada em mais um dos meus longos e intensos dias de trabalho. Por conta do corre-corre do dia a dia nem atentei o quanto ele estava bonito e profundo. Escrevi sem perceber um raio X da minha própria alma e achei que merecia guardar ele aqui como texto. Está tão emocionante e profundo que eu não quero perder... Então lá vai exatamente como escrevi no wall dela:

Amada, agora você vai descobrir o maravilhoso abismo das subs, onde todas nós um dia temos que escolher se enfrentamos todo o medo que existe dentro de nossas almas e nos atiramos de olhos fechados ou se ficamos na beira com os mesmos medos porém sem conhecer a beleza do salto... Vou te contar um segredo bem baixinho no pé do seu ouvido: Eu pulei de olhos fechados e braços abertos. Senti e sinto todos os medos do mundo, afinal o chão não está mais sob meus pés e onde esse abismo vai dar não está sob o meu domínio, mas foi e é a sensação mais forte e mais maravilhosa de todo o mundo. É diferente para cada uma .

Para mim tem sido cada vez mais emocionante e mais amedrontador, afinal o medo é o combustível que move a intensidade das emoções. Eu não quero nunca mais pôr os pés no chão e nem que a adrenalina desse salto acabe. Quero mergulhar mais e mais a cada dia nesse escuro, amedrontador e infinito abismo onde o chão é o brilho dos olhos de quem eu tenho a honra de chamar de Dono... Seja feliz, pequena, e não tenha medo do medo não. Nesse jogo ele é deliciosamente essencial...


 
"...Ser capitã desse mundo
Poder rodar sem fronteiras
Viver um ano em segundos
Não achar sonhos besteira
Me encantar com um livro 
Que fale sobre vaidade 
Quando mentir for preciso 
Poder falar a verdade..."
(Shimbalaiê - Maria Gadú) 

sábado, 26 de abril de 2014

Fugindo do assunto/ Tv Fetiche

Meus querido e amados leitores convido vocês pra conhecer a engraçadíssima TV FETICHE. Uma forma muito descontraída de falar sobre fetichismo em geral. Vale a pena conferir.

https://www.facebook.com/tvfetiche


 

Não sou submissa e não sou Domme. SOU SWITCHER!




Ser switcher não é desculpa pra ser uma sub indisciplinada e desobediente usando o seu lado dominante como justificativa.  Ser switcher é ter uma natureza complexa que exige muito autoconhecimento pra que se saiba lidar com as duas pessoas que vivem dentro de você.

Para quem vive submissão de verdade não é nada fácil e bonitinho como se vê nos livros e textos românticos que circulam por aí.  Quem vive uma vida, onde é necessário abrir mão de si mesmo todos os dias e se mostrar agradecido por isso é regra básica, sabe muito bem que isso não é um conto de fadas sexual.

Como eu sempre digo, submissão real é com muito esforço e lágrimas.  Duvido que essa geração de submissas 50 tons aguente 3 meses de coleira ao lado de um Dominador de verdade que leva o D/s a sério em suas relações.

Eu vivo um relacionamento D/s 24/7, vivendo sob o mesmo teto que meu Dono, e não é nada fácil depois das primeiras duas semanas.  Eu só faço o que ele quer, como quer e quando ele quer.  Não tenho poder de decidir nem quando eu quero tomar banho ou se lavo primeiro a louça antes de varrer a casa.  Se ele resolver mudar tudo me é permitido dizer apenas um sonoro e agradecido “Sim Senhor” com um lindo sorriso no rosto.  Parece simples?  Para mim não é.

É com muito autocontrole e muito ranger de dentes que eu baixo a cabeça e acato o que me foi ordenado.  Não sou hipócrita de fazer parecer que é lindo e simples o tempo todo.  Mas a beleza de me submeter e vencer meu impulso de gritar e sair xingando é recompensadora.

Para mim submissão não é obedecer por costume ou incompetência.  Submissão pra mim é ter prazer em abrir mão de ser quem se é pra ser uma extensão da vontade do outro.  Eu não sou nenhum anjinho de asinhas douradas.  Estou mais para o cão de três cabeças, louco e raivoso que guarda o portão do inferno (Cérbero, para os mais íntimos).  Porém meu gênio ruim, minha personalidade forte e minha natureza questionadora não são justificativas para os meus erros, são apenas explicações.

Sempre fui Senhora do meu destino.  Desde muito nova ganhei na marra o poder de ser livre e viver minha vida do jeito que me desse na telha. Minha mãe diz que fui feita pra viver desgarrada e sem um ninho por não saber abaixar a cabeça.  Sempre assumi entre os meus amigos uma posição de liderança e tenho historias engraçadas sobre isso desde o jardim de infância.

Como a maioria das switchers que conheço, o meu lado sub sempre viveu muito bem escondidinho e só aflorou quando me cansei de ter que ser a liderança em tudo em minha vida baunilha.  Desvendar essa nova parte de nós mesmas nunca é fácil.  Seria muita hipocrisia dizer a vocês que mudar hábitos de uma vida inteira é uma tarefa simples.  Que é incrivelmente prazerosa não há dúvidas, mas dá um trabalho do cacete.

Por diversas vezes tentei justificar meus erros usando meu jeito impulsivo.  O que eu recebi foi a seguinte resposta: “Não importa se você gosta ou não gosta.  Você assumiu um compromisso de viver para me obedecer e para me servir, então faça. Impulsividade se vence com autocontrole, então se esforce.”

Houve um momento em que minha ficha finalmente caiu.  Eu não era mais aquela pessoa de antes.  Eu era simplesmente o reflexo das vontades do meu Dono.  Imediatamente comecei a fazer uma análise de mim mesma e observar onde eu estava errando e percebi que o erro era um só: eu ainda lutava para aquela pessoa de antes sobreviver quando na verdade deveria estar abrindo mão de ser quem sempre fui.

Então cheguei à conclusão de que ser submissa não é lutar contra o outro ou encontrar coerência nas decisões dele e sim lutar contra mim mesma e obedecer.  Eu me toquei que não jurei submissão só quando ele fosse justo, ou quando fosse gostoso pra mim, ou quando fosse fácil, ou quando fosse confortável, ou quando fosse me agradar.  Jurei submissão vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana.  Diante disso não há razão para tentar encaixar as vontades de um com as do outro e sim aprender a deixar de ter vontades.

Uma switcher que não sabe submeter seus impulsos às suas obrigações jamais saberá se submeter ao seu Dono.  Uma switcher que não sabe dominar as duas metades de si mesma jamais conseguirá dominar outra pessoa.  Lapidar a sub é fazer brilhar a Domme, mas esse é o assunto do nosso próximo post.


Comentário do Dono: Ser Dono de uma Switcher não é simples.  É o tempo todo um desafio.  Temos que lembrar sempre à switcher que ali naquele relacionamento ela assume uma posição de submissão.  Temos que lembrá-la sempre de que lado do chicote ela fica ali.

Dominar uma switcher é o tempo todo ter que mostrar à minha submissa (pois é isso que ela é para mim) que assim como ela fez por merecer a coleira dela, eu fiz por merecer a minha guia, puxando a coleira dela.  Temos que diariamente fazer com que a switcher reconheça em nós a autoridade para mandar nela, para decidir por ela, e isto, pode ter certeza, também não é fácil.

Switchers são um desafio para um Dominador e um Dominador que não tenha realmente capacidade não consegue manter uma switcher sob o domínio dele.  Tem que ter equilíbrio, razoabilidade e coerência, pois, a cada vez que o Dominador demonstrar fraqueza ele perde um pouco a switcher, pois diminui o respeito dela por ele.  Não se conquista uma switcher pela força.  Quem acha que é capaz disto está cometendo um erro grosseiro.

A melhor forma de se manter a disciplina de uma switcher é uma perguntinha simples.  Quando a minha menina faz algo que me desagrade (em geral tomar decisões em assuntos nos quais eu não lhe dei esta autonomia) eu simplesmente lhe pergunto: “Como Domme, se um submisso seu faz isto como você se sentiria?”  Isto faz caírem por terra praticamente todas as desculpas e justificativas que ela possa ter pensado para me dar.

Mestre Ferreiro

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Primeiros passos são sempre desajeitados



Não encontro palavras para descrever a felicidade que senti ao ser autorizada e estimulada a explorar meu lado dominante. Essa parte da minha natureza era gritante dentro de mim.

A sensação foi a de uma fera aprisionada com fome, enfurecida, sentindo o cheiro de carne fresca do lado de fora, rugindo e observando a porta da jaula ser aberta.

Comecei a estudar práticas que me despertaram interesse, enchi o saco de muita gente perguntando um monte de coisas, assisti vídeos, li o que encontrei sobre e parti em busca de negociações.

Como toda novata saí apressada com mil ideias na cabeça e um bando de ilusões patéticas sobre a realidade do mundo feio, delicioso, hipócrita, prazeroso e sujo do BDSM.

Já tinha algum tempo como sub e sempre tive a péssima mania de avaliar os outros como a mim mesma. Em minha vida baunilha sempre levei as coisas a sério. Minha palavra sempre vale muito pra mim. Sempre fui ética e trouxe isso comigo para o BDSM. Claro que eu quebrei a cara achando que todos seriam assim né?!

Conversei com alguns subs e um deles me pareceu bem interessante, então começamos a negociar. Deixei bem claro para o indivíduo que queria uma negociação séria e que tinha a intenção de tê-lo como sub fixo, se desse tudo certo. Ele achou tudo ótimo, dizia “sim Senhora” pra tudo, as práticas que me interessavam ele curtia todas e não tinha nenhuma como limite. Parecia ter ganho na loteria, só que não.

Eu, muito inexperiente, não sabia como tratar a criatura nesse contexto D/s.

Aff... Foi um desastre. Eu na minha ingênua bondade fui tratar o cara com respeito e dignidade. Ele não demorou em negociar com Deus e o mundo nas minhas costas e pôr anúncio em várias comunidades do Fetlife. Enfim, claro que nunca mais falei com o sujeito.

Conversando com outras pessoas descobri que era super comum isso. Que submissos sérios hoje em dia são raríssimos.

Revi o meu conceito de tratar submisso com dignidade e respeito. Não que não os trate com dignidade e respeito, mas revi a forma de fazer isto.

Também encontrei subs muito legais, só que agora já não tenho mais a pressa de criar vínculos. Descobri que plays avulsas são tudo de bom. Descobri que sou louca por sissys e CDs, e que essas danadinhas não gostam muito de apanhar mas são extremamente servis e dedicadas. Descobri que sou sádica ao extremo e masoquistas nem sempre são assim tão submissos. Descobri que ser Rainha de podo me excita muito e sei que as descobertas serão infinitas.

Minha mais nova paixão agora é shibari e já contactei o meu queridíssimo ex-protetor pra me dar umas boas aulas. Já até andei lendo algumas coisas e assistindo alguns vídeos. “E vamo que vamo” estudar porque o SSC depende de conhecimento.

Ser switcher é ter trabalho dobrado. Tem que aprender a estar dos dois lados nas práticas. O pior desafio é não confundir as bolas e querer ficar dos dois lados do chicote ao mesmo tempo. Só quem é switcher sabe como é complicado segurar a onda na hora de se submeter. Mas esse é o papo do próximo post.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Alma ambígua de uma switcher



Carrego o encanto da fúria dos raios e a doçura bravia das ondas. A luz que rasga e ilumina os céus apressada arde em chamas de destruição quando cai sobre a terra. O balanço suave que acalanta e conduz gentilmente os barcos é o mesmo que os atira impiedosamente contra as pedras e os engole em sua imensidão. Carrego a doçura e a ira de quem nasceu da junção de dois opostos. A água e o fogo se misturam em cólera e regem a inconstância da alma que se atormenta no simples fato de ser.

Minha alma é partida e jamais serei uma só . Sou escrava, cadela, brinquedo... Mas também sou Rainha, sou fera da noite, sou ave de rapina que só encontra paz em caçadas sangrentas e batalhas cruéis. 

domingo, 20 de abril de 2014

Mudança de nick









Após notar minha aptidão para ser switcher meu Dono conversou comigo e me autorizou a explorar meu lado dominante desde que não negligenciasse minha função como escrava.

O nick que eu usava não combinava muito bem com minha nova posição. Ele teve a ideia de me dar um nick que fizesse referencia a ele e que tivesse algo que expressasse bem a minha personalidade. Então escolhemos Adaga.  Como sub uso o nick Adaga_MF e como Domme Rainha Adaga.

Uma adaga é o nome genérico de um tipo de espada curta, de perfuração, com duplo corte de têmpera forte, serrada ou compacta.
Era usada principalmente para aparar os golpes de espada dos adversários, por exemplo, em duelos Enquanto que a espada era usada na mão direita, a adaga era usada pela esquerda e tinha também, por vezes, a função de destruir a ponta da espada do adversário, já que a sua têmpera era mais forte - além de que, por vezes, o seu gume era serrado.
Muitas vezes usadas como arma de arremesso (adagas menores) tendo o mesmo objetivo que as shurikens se usada com sabedoria pelo ninja e acertasse uma grande artéria, poderia ser mortal (ver artes marciais do Japão).
(fonte: Wikipedia)

Dada a descrição acho bastante digno uma switcher que pertence a um Dominador cujo o nick é Mestre Ferreiro usar o nome de uma arma de combate feita de aço, em um processo de forja, com fio duplo e extremamente versátil. 










sexta-feira, 18 de abril de 2014

Vídeo bastante interessante. Atentei para o nome da música:)





O que é ser Switcher e como me descobri ser uma

Ser switcher, na minha humilde opinião, é ter a habilidade de se colocar numa posição dominante tanto quanto numa posição submissa dentro de uma relação D/s.

Entrei para o meio BDSM como submissa.  Aos poucos fui me descobrindo dentro deste vasto universo de possibilidades e novas sensações, fui experimentando coisas novas e me identificando com as duas posições em situações diferentes.

Em pouquíssimo tempo me deparei com o meu primeiro dilema: comecei a me questionar se eu era mesmo uma submissa, pois, diante de determinadas pessoas, em um contexto BDSM, eu não conseguia segurar o meu impulso de assumir uma posição extremamente dominante.  Já diante de outras eu me colocava em uma posição absurdamente submissa.

Então me vieram as seguintes perguntas: Será que eu sou mesmo submissa?  Será que eu sou uma Domme que gosta de brincar de se submeter entre 4 paredes?  Será que eu sou apenas fetichista?

Em pouquíssimo tempo passei a ficar atormentada com essas perguntas rondando meus pensamentos e me gerando um sofrimento absurdo, pois, naquele momento ser uma boa submissa era tudo que me interessava.  Nessa época tinha acabado de tirar a coleira de um antigo relacionamento, que aliás foi a minha primeira, e passei a me questionar se eu não teria feito isso pelo fato de não saber pertencer a ninguém.

Nessa mesma época fui a um encontro de meninas do meio BDSM que acontece aqui no Rio de Janeiro, o famoso Encontro de Espumas e Calcinhas.  O encontro, como sempre, estava super agradável.  As meninas são sempre muito divertidas.  Por alguns momentos a minha silenciosa angustia foi esquecida, porém, não levou muito tempo até uma das iniciantes começar a perguntar sobre submissão e o papo ganhar proporções enormes.   Eu fui obrigada a me confrontar internamente com todas as minhas dúvidas ocultas.

Tentei diversas vezes, discretamente, mudar o assunto, mas em um meio onde a maioria era de submissas e muitas iniciantes nada poderia ser mais interessante do que falar sobre submissão e posse.  Respirei fundo e segui participando do papo como se nada estivesse acontecendo.

Uma dessas subs me observou por um breve instante e no meio do clima de descontração, entre gargalhadas, comenta com o resto da enlouquecida tropa: Mas essa daqui é uma Domme daquelas bem sádicas, só pelo jeito de sorrir e de se portar a gente sente a energia de Domme.

Perdi o rebolado na hora e fiquei totalmente embaraçada no meu turbilhão de pensamentos frenéticos e desconexos.  Como tenho a o péssimo costume de não conseguir manter a minha maldita língua dentro da boca, deixei minhas dúvidas escorrerem como ácido pra fora da minha boca sei lá como, expondo as minhas mais recentes angústias.

Uma das meninas presente era uma sub bastante experiente e já está nessa a muito tempo.  Sem a menor malícia olhou nos meus olhos e disse: Pimenta (era o nick que eu usava na época), você me desculpe mas você não tem nada de sub. A gente sente isso no seu olhar.

Gelei por dentro no mesmo instante e simplesmente sorri por não ter nada racionalmente aceitável pra dizer pois estava em colapso por dentro. Eu ali, calada, com a mente meio fora do ar, ouvia algumas das meninas que já me conheciam sorrindo e concordando que com meu gênio forte, minha postura altiva, meu olhar debochado e a minha falta de papas na língua jamais poderia me submeter.

Todo esse papo me atormentou e graças ao minha grande habilidade de fazer tudo parecer muito engraçado disfarcei bem e o assunto foi interrompido pelo toque do meu celular que eu fui atender na janela do bar.  Quando voltei o assunto já era outro e eu não demorei a deixá-las pois naquele dia tinha uma viagem marcada.

Voltando da minha viagem  conversei sobre o assunto com o meu antigo protetor pela internet e ele como sempre foi muito esclarecedor e me mostrou que ser submissa era sim, algo que fazia parte da minha personalidade e eu fiquei bem mais tranquila pois a opinião dele sempre foi muito coerente e muito sincera, mas as coisas ditas naquela mesa de bar também foram levadas em consideração.

Eu, nessa época, já estava em fase final de negociação com o Mestre Ferreiro e sua sub (na época) que também era switcher.  Numa conversa por telefone com ela essa minha dúvida foi exposta e ela foi muito atenciosa e consegui me acalmar.

Poucos dias correram e eu finalmente entendi que não se tratava de ser sub ou Domme.  Entendi que eu sou uma switcher e não há bicho de sete cabeças nisso.  Negociamos, fizemos sessão e enfim ganhei minha tão sonhada coleira, que na época era pra ser propriedade do Mestre Ferreiro de de sua Switcher.  Ele achou por bem que eu naquele momento aprendesse a ser apenas submissa, pois, antes de querer se switcher deveria aprender como ser uma boa sub.  Que se ele visse em mim habilidade e competência pra me tornar switcher isso seria trabalhado de forma correta no futuro, ato visto por mim como uma prova de muita coerência e bom senso.

Em pouquíssimo tempo minha aptidão pra estar dos dois lado do chicote foi reconhecida e autorizada a ser posta em prática.  Com isso eu passei a me sentir mais completa e encaixada nesse mundo louco.

Ter convivido com a antiga switcher dele foi muito bom pra mim.  O relacionamento com ela infelizmente não deu certo, mas, mesmo sem saber, ela me ensinou muito pois em silêncio eu a observava e pude entender muitas coisas sobre a complexidade de assumir esse papel tão difícil, de ser uma figura com uma dualidade tão conflitante dentro de si mesmo.

Eu venho a cada dia observando as pessoas nesse universo louco do BDSM e aprendendo cada dia mais um pouquinho sobre tudo isso.  Sou sincera em dizer que todo isso não faz muito tempo pois não sou nenhum Dino do BDSM.

Admiro e respeito os mais antigos que têm em sua história longos anos de práticas e experiências nesse meio, sem perder o respeito ao próximo e sendo generosos em compartilhar seus conhecimentos com os mais "jovens" que tem sede de aprender e humildade de perguntar, para não sair por aí fazendo besteira e colocando os outros e a si mesmos em risco, em nome de um orgulho bobo e desnecessário.

Bem, esse é apenas o comecinho da história.  Diria assim, um pequeno aquecimento, pois, as partes mais interessantes ainda estão por vir.

Um grande beijo a todos e sejam muito bem vindos ao meu mundinho louco, colorido e caleidoscópico...